Sexta-feira 06 de Março de 2026

São Gonçalo oficializa tombamento da Estação Ambiental de Peti como patrimônio cultural

São Gonçalo do Rio Abaixo avança na preservação de sua história e de seus valores ao oficializar o tombamento da Estação Ambiental de Peti como patrimônio cultural do município. A medida, conforme a administração, reconhece a relevância de um território que reúne preservação ambiental, educação ecológica e memória histórica, consolidando-se como referência regional em sustentabilidade.

Com mais de 500 hectares de área preservada, a Estação Ambiental de Peti abriga rica biodiversidade e desempenha papel fundamental na promoção de pesquisas científicas, atividades de educação ambiental e visitas pedagógicas. O espaço contribui diretamente para a formação de uma consciência ambiental voltada à proteção dos recursos naturais e ao desenvolvimento sustentável. “O tombamento assegura a proteção legal da área e reforça o compromisso do município com a valorização de seu patrimônio ambiental, garantindo que esse legado seja preservado e compartilhado com as futuras gerações”, informa a Prefeitura Municipal em nota.

História

A reserva ambiental possui uma relevância histórica e ambiental única na região. No início, o local era conhecido como Bom Retiro, situado na Freguesia de São João do Moro Grande e São Gonçalo do Rio Abaixo, no município e Comarca de Santa Bárbara. Recebendo o nome pela cachoeira do “Petí”, que posteriormente emprestaria seu nome ao sítio. A Usina de Petí foi inaugurada no início do século XX, com a primeira operação ocorrida por volta de 1900.

A principal motivação para sua construção era fornecer energia para a mineração de ouro, uma atividade que atraiu uma grande quantidade de pessoas e empresas para a região na época. A usina, projetada e construída pela Mineração de Ouro São Bento, uma empresa com sede no Canadá, mas de capital inglês, aproveitou o desvio no Rio Santa Bárbara, cujos principais afluentes eram os rios Caraça, Conceição e Socorro.

Em 1925, uma usina foi vendida a Carvalho de Brito, que instalou uma fábrica de tecidos em Santa Bárbara. Em outubro de 1929, todas as instalações foram adquiridas pelo governo de Minas Gerais pela Companhia Força e Luz de Minas Gerais, que assumiu a responsabilidade pela operação da Usina Hidrelétrica de Peti, da CEMIG, entre 1941 e 1946. A usina foi inaugurada em 1946. A estação sempre desenvolveu programas de combate de incêndio florestal, recuperação de matas nativas e ciliares, manejo criação e reintrodução de animais silvestres, trilha para deficientes visuais, educação ambiental para ensino fundamental e médio, apoio logístico à estudantes e várias pesquisas na fauna e flora.

Com informações do (https://institutoestradareal.com.br).

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