A arte como caminho de cuidado, encontro e expressão. Foi com esse espírito que o gramado da Prefeitura de João Monlevade se transformou, na tarde de terça-feira (24), em um espaço de convivência e sensibilidade. Usuários do Serviço de Saúde Mental e do Centro de Atenção Psicossocial participaram de um piquenique que uniu poesia, escuta e afeto.

A atividade integrou a oficina Fisioletras, uma proposta que mistura práticas corporais com leitura e escrita, estimulando a expressão de sentimentos por meio da palavra. Entre toalhas estendidas na grama e conversas compartilhadas, surgiram também versos — muitos deles autorais, apresentados em cartazes pelos próprios participantes.
O momento carregou significado simbólico ao dialogar com o Dia Mundial da Poesia, celebrado em 21 de março, reforçando o papel da arte como instrumento de inclusão, escuta e valorização das subjetividades.

A condução da atividade ficou a cargo da psicóloga Renata Gomide e da técnica de enfermagem Elenice Guimarães, que acompanham o grupo no cotidiano. Para Renata, a proposta vai além da dimensão terapêutica tradicional. “A Fisioletras é uma proposta que integra corpo e mente, incentivando o movimento, mas também a expressão de sentimentos e vivências por meio da palavra. O piquenique é uma oportunidade de fortalecer vínculos, promover autoestima e mostrar o quanto cada usuário é capaz de criar, sentir e se expressar”, destacou.

Segundo a adminsitração, o evento reforça o compromisso do município com práticas humanizadas de cuidado em saúde mental, valorizando o protagonismo dos usuários e promovendo espaços de convivência, criatividade e bem-estar. Em tempos de urgência emocional, experiências como essa reafirmam: a poesia também pode ser abrigo.





