A comunidade de Brumal, em Santa Bárbara, voltou a celebrar missas, encontros religiosos e receber turistas na Matriz de Santo Amaro, que reabriu as portas totalmente restaurada. O templo, um dos mais importantes da região, passou por obras de recuperação arquitetônica e artística. A restauração do templo religioso integra o programa Minas para Sempre, iniciativa do Minsitério Público de Minas Gerais (MPMG) e do Governo de Minas para preservar o patrimônio cultural do estado.
O projeto de recuperação da igreja foi selecionado pela Plataforma Semente do MPMG para receber recursos de medidas compensatórias ambientais. Além da restauração da estrutura, da alvenaria, da cobertura, do forro e das esquadrias do templo, o projeto contemplou um Curso de Qualificação Profissional em Preservação e Conservação de Bens Culturais. Conforme o MPMG, a ação educativa formou 13 alunos de Brumal em técnicas essenciais para preservar o patrimônio cultural.
A cerimônia de entrega da restauração da igreja de Santo Amaro, na última semana, contou com a presença de moradores do distrito e de representantes do Iphan, da Coordenadoria Estadual das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural (CPPC) e da Plataforma Semente. Segundo o coordenador estadual das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural, Marcelo Maffra, a reabertura da matriz é motivo de comemoração. “Essa igreja representa muito para os moradores de Brumal, mas também para todos os mineiros. É uma alegria participar deste momento tão especial”, afirmou.

Semente
Conforme o MPMG, autor da iniciativa em parceria com o CeMais, o Semente viabiliza ações que beneficiam pessoas e o meio ambiente. Dessa forma, diz o Ministério Público “é uma alternativa segura, democrática e transparente para que os promotores de Justiça possam destinar recursos de medidas compensatórias a projetos de interesse socioambiental que proporcionem resultados à sociedade”.
Patrimônio Histórico
Erguida na primeira metade do século XVIII, a Matriz guarda traços originais do barroco mineiro em sua fase inicial. Reconhecida como patrimônio cultural, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938 e, posteriormente, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) em 1989.
O templo estava fechado há anos devido ao avançado estado de degradação. O edifício apresentava trincas, deslocamentos e desprendimentos nos acabamentos e suportes estruturais. A estrutura de madeira e o telhado também sofriam com a ação do tempo: ataques de insetos, infiltrações, umidade e apodrecimento colocavam em risco a preservação do espaço e a segurança da comunidade. A Matriz de Santo Amaro volta a ser não apenas um espaço de fé e devoção, mas também um símbolo da memória e identidade cultural de Brumal e de Minas Gerais.





