Mais do que uma arte, a capoeira é memória do Brasil. Nascida da resistência dos povos africanos escravizados, ela atravessou séculos como símbolo de liberdade, mesclando música, dança, luta e poesia. Reconhecida pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a expressão cultural é uma herança que une história, ancestralidade e identidades. Essa importante tradição mantém-se viva em João Monlevade e, para celebrá-la, a Associação de Capoeira Zumbi dos Palmares promove o 1º Festival de Capoeira – Zumbi Vive entre os dias 24 a 28 de setembro.
A iniciativa é organizada pelo Contra Mestre Saci e graduados, sob supervisão do Mestre Café, e celebra a trajetória do Grupo Acazump, que há mais de 30 anos difunde a capoeira na cidade. Formada para ensinar não apenas a ginga, mas também a filosofia e os valores da arte, a Acazump é responsável por formar gerações de praticantes, preservando os cantos, os toques e os saberes transmitidos de mestre para aluno.

O festival conta com rodas de capoeira, oficinas, apresentações culturais e formação para a fabricação de instrumentos, como o berimbau, peça essencial da musicalidade capoeirista. Entre os convidados, nomes de destaque da capoeira mineira: Mestra Japonesa (BH), Grão Mestre Dunga (BH), Professor Beijinho (Viçosa), Mestre Biriba (BH) e o anfitrião Mestre Café, referência na preservação e expansão da arte em João Monlevade.
Para o Contra Mestre Saci, mais do que um evento, o Festival Acazump – Zumbi Vive é um ato de preservação cultural. “Ele reafirma a capoeira como prática de resistência e educação, onde cada canto, cada ginga e cada toque de berimbau carrega a história de um povo que nunca deixou de lutar”, destaca. Neste ano, o festival é viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Lei Aldir Blanc, com apoio da Agência Nacional das Artes (Ana), Governo de Minas Gerais e Ministério da Cultura.
Programação
- Quarta-feira (24/09) – Abertura com oficina de musicalidade, gueto e roda de capoeira (18h).
- Quinta-feira (25/09) – Oficina de berimbau e roda de capoeira.
- Sexta-feira (26/09) – Oficina de maculelê, dança afro e roda de capoeira (18h).
- Sábado (27/09) – Café da manhã (8h); oficina de capoeira com Mestra Japonesa (10h); almoço (12h); oficina de capoeira Angola com Professor Beijinho (14h); presença do Grão Mestre Dunga.
- Domingo (28/09) – Encerramento com grande roda de capoeira, na Praça do Povo, reunindo mestres, alunos e convidados (9h).





