Autores de João Monlevade e Nova Era participam de imersão audiovisual do Curta Vitória a Minas
A capital capixaba, Vitória, recebe, até o dia 7 de dezembro, mais uma etapa do Curta Vitória a Minas, projeto que forma novos realizadores ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Nesta quarta edição, Vitória briga uma intensa imersão audiovisual com os sete autores e autoras selecionados no Concurso de Histórias, incluindo representantes de João Monlevade e Nova Era.
Durante duas semanas, o grupo participa de aulas expositivas e práticas na sede do Instituto Marlin Azul, no bairro Jardim da Penha. O objetivo é transformar histórias locais em filmes de curta-metragem, fortalecendo a memória e a identidade das cidades capixabas e mineiras ligadas pela ferrovia.
Região em destaque
Entre os selecionados, João Monlevade é representado por Miriam Mercedes Firmo, autora da história Pedro Além de Alcântara. Já Nova Era participa com Poliana Araújo Guerra, que desenvolverá o filme baseado na narrativa Eu Sou é Eu Mesma. Ambas integram o grupo que vive a experiência de conhecer, na prática, os processos de roteiro, direção, fotografia, som, direção de arte, montagem, produção e direitos autorais.
A formação inclui exercícios de sensibilidade do olhar e da escuta, dinâmicas de set de filmagem e muita troca entre os participantes. Depois da imersão, os autores retornam às suas cidades para preparar a pré-produção, envolver a comunidade, escolher locações, organizar personagens e reunir figurinos e objetos de cena. Durante as gravações, cada participante contará com o apoio de profissionais de cinema indicados pelo projeto. Os filmes finalizados serão exibidos gratuitamente em praças e ruas das cidades participantes, em sessões ao ar livre, como em outras edições do Curta Vitória a Minas.
Um projeto que já virou referência
Criado em 2014, o Curta Vitória a Minas se consolida como uma das mais importantes iniciativas de democratização audiovisual da região. O projeto já revelou dezenas de realizadores, estimulou a circulação de histórias locais e alcançou cidades de norte a sul da ferrovia.
Nas edições anteriores, conforme o Rotha Cultural já informou em outras edições, João Monlevade e Nova Era já tiveram presença marcante no projeto. Em 2023, Monlevade foi destaque com o filme “Me Disseram que Sou Negra”, de Alexsandra Mara Felipe Fernandes. Nova Era também se firmou no projeto com o filme “Revelações de Carnaval” (2023), de Sandra Maura Coelho, e “Bicicleta Envenenada” (2022), de Luciene Crepalde. As participações reforçam o potencial criativo da região e ampliam a visibilidade para narrativas que, muitas vezes, permanecem restritas ao âmbito local.
Sobre o Curta Vitória a Minas
O projeto é realizado pelo Instituto Marlin Azul, com patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Há 26 anos, o programa incentiva moradores das cidades próximas à ferrovia a registrarem histórias, tradições, lendas, memórias e costumes, fortalecendo territórios e comunidades por meio do audiovisual. Além disso, desenvolve iniciativas que democratizam o acesso à cultura, como o Projeto Animação, Cine Animazul, Cinema de Griô e Revelando os Brasis.
Já o Instituto Cultural Vale, desde a sua criação em 2020, já esteve ao lado de mais de 800 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do país com investimento de mais de R$1 bilhão em recursos próprios da Vale e via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Saiba mais sobre edições anteriores no site: https://imacultural.org.br/vitoria-a-minas/





