João Monlevade volta-se, mais uma vez, à sua própria história. O prefeito Laércio Ribeiro (PT) e a vice-prefeita Dorinha Machado (MDB) deram início a uma articulação com órgãos competentes e representantes da sociedade para garantir a preservação da Igreja Matriz São José Operário, um dos maiores símbolos da fé e da identidade cultural do município.
A movimentação ocorre após uma vistoria técnica indicar a necessidade de uma avaliação estrutural detalhada no templo, tombado pelo patrimônio histórico municipal e localizado no bairro Centro Industrial.

O diagnóstico foi realizado por uma arquiteta vinculada à empresa de consultoria contratada pela Fundação Casa de Cultura, responsável pelos laudos anuais de conservação dos bens tombados. O relatório mais recente apontou sinais de desgaste natural e recomendou acompanhamento técnico especializado para garantir a integridade da construção.
Diante das observações, o prefeito e a vice determinaram que a Secretaria Municipal de Obras realize uma análise estrutural completa, com o apoio da Defesa Civil. Paralelamente, a Administração Municipal deve acionar a Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano, proprietária do imóvel, a fim de construir soluções conjuntas para a manutenção e segurança do edifício.
“Recebemos o relatório com atenção e estamos tomando todas as providências cabíveis. Nosso compromisso é agir com transparência e responsabilidade, preservando um dos maiores símbolos da fé e da história de João Monlevade”, afirmou o prefeito Laércio Ribeiro.
A vice-prefeita Dorinha Machado destacou a importância de uma ação integrada. “A Matriz São José Operário é um patrimônio da nossa identidade cultural e espiritual. Vamos unir esforços com a Diocese, a sociedade civil e a iniciativa privada para garantir sua conservação”, afirmou.
A diretora-presidente da Fundação Casa de Cultura, Nadja Lirio, lembrou que o monitoramento dos bens tombados é uma prática constante. “O laudo de conservação é uma medida preventiva e essencial para o planejamento das ações de preservação. Nosso trabalho é identificar e antecipar possíveis riscos, para que o patrimônio continue vivo”, explicou.
Um templo que é símbolo de fé e arte
Erguida na década de 1950, a Igreja Matriz São José Operário nasceu como marco da fé e do desenvolvimento urbano de João Monlevade. Projetada pelo arquiteto Yaro Burian, a construção chama atenção pelo estilo “V Disfarçado”, uma alusão aos três “v” de Cristo: Vereda (caminho), Verdade e Vida. Também é uma referência à vitória dos países aliados, dentre esses o Brasil, na Segunda Guerra Mundial (1942–1945). A Matriz é um símbolo da coletividade monlevadense e sua preservação é, portanto, um ato de respeito à história do município.





