Sexta-feira 06 de Março de 2026

Parcerias avançam para salvar São José Operário

Instituições de João Monlevade se unem em busca de ações para preservar Igreja São José Operário

Em um gesto de responsabilidade institucional e respeito ao patrimônio histórico e religioso de João Monlevade, a Prefeitura, a Câmara Municipal e a Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano se reuniram na sexta-feira (13), na Associação Regional de Promoção e Ação Social (Arpas), no bairro Vila Tanque, para alinhar soluções que garantam a preservação do templo, um dos símbolos mais queridos da cidade.

Durante o encontro, o prefeito Laércio Ribeiro (PT) destacou a importância do diálogo entre as instituições e reafirmou o compromisso do município com a conservação de um dos símbolos mais representativos da fé e da história local. “A Igreja São José Operário faz parte da identidade do nosso povo. Estamos aqui para construir, de forma conjunta e responsável, um caminho viável para garantir a segurança do espaço e a sua preservação”, afirmou.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Fernando Linhares (Podemos), também reforçou a disposição do Legislativo em colaborar com a solução. O objetivo é dar celeridade às definições e contribuir com os instrumentos necessários para que as intervenções se tornem realidade. “Sabemos que o município não é o proprietário da igreja e que essa não é uma responsabilidade direta do poder público. Mas, diante da urgência e da importância desse patrimônio para a nossa população, entendemos que temos uma obrigação moral de colaborar“, ressaltou . Segundo Fernando, ao devolver sobras orçamentárias à Prefeitura, fará indicação de que parte do valor seja destinado às obras de manutenção da Igreja São José Operário.

Representando a paróquia, o padre Jefferson Cruz Veronês apresentou as principais preocupações da comunidade, citando a necessidade de intervenções nas redes hidráulica e elétrica, serviços de pintura e a avaliação de pontos de afundamento na área externa do templo. Já o padre Francisco César da Cruz Neto, representante da Diocese, destacou as limitações financeiras da paróquia e defendeu a união de esforços entre poder público, iniciativa privada e fiéis para viabilizar as obras.

Encaminhamentos

O secretário municipal de Obras, Gustavo Maciel, informou que equipes de engenharia e da Defesa Civil já realizaram vistorias no local e reforçou que, por se tratar de bem tombado, as intervenções podem ser executadas com respaldo técnico e legal. O engenheiro Júlio Bruno Leite Júnior explicou que será necessário um diagnóstico técnico completo, a ser elaborado por empresa especializada, para definir com precisão os serviços e os custos envolvidos. Ele também sugeriu a realização de vistoria pelo Corpo de Bombeiros, medida que já foi alinhada com a corporação conforme informou o coordenador da Defesa Civil, Edemir Alves da Silva.

A diretora-presidente da Fundação Casa de Cultura, Nadja Lírio, esclareceu que o município dispõe de recursos no Fundo Municipal do Patrimônio Cultural, que poderão ser utilizados após a elaboração do diagnóstico e a deliberação do Conselho Municipal do Patrimônio. Ela também informou que, conforme sugeriu padre Francisco, a Diocese poderá indicar representantes para compor o Conselho, mediante solicitação formal.

Durante a reunião, o prefeito defendeu a busca de parcerias com empresas instaladas no município como forma de ampliar as fontes de financiamento e acelerar os procedimentos. Nesse sentido, o presidente da Câmara, Fernando Linhares, informou que já articula, junto ao Ministério Público de Minas Gerais e a uma empresa especializada, a elaboração de um projeto técnico que poderá viabilizar a destinação de recursos para a recuperação do templo.

Como encaminhamento consensual, ficou definido que a Diocese providenciará a contratação de empresa para a elaboração do diagnóstico técnico das intervenções necessárias. Paralelamente, Prefeitura e Câmara Municipal vão viabilizar o repasse de recursos ao Fundo do Patrimônio Cultural, possibilitando, após deliberação do Conselho, a viabilização das obras. Também foi proposta a criação de uma comissão conjunta para acompanhar todas as etapas do processo e o envolvimento da comunidade e de empresas locais em ações de apoio.

Ao final, o padre Jefferson informou que levará a proposta para avaliação da Diocese. “Diante de tudo o que nós temos vivido ao longo desses anos e das situações que vêm acontecendo na igreja, eu acredito que este é um passo muito importante que estamos dando aqui hoje. Como pároco, tenho autonomia para conduzir a paróquia no dia a dia, mas essa decisão precisa ser apresentada à Diocese. Vou comunicá-la de tudo o que foi discutido nesta reunião e solicitar o parecer do Conselho. Nós que estamos aqui vivemos de perto essa realidade, mas a paróquia está sob a responsabilidade do bispo, e por isso esse encaminhamento é necessário”, esclareceu. Uma nova reunião será agendada após o posicionamento oficial da arquidiocese.

A Prefeitura de João Monlevade reafirma que seguirá atuando com diálogo, responsabilidade e união de esforços para preservar a Igreja São José Operário, patrimônio histórico, cultural e religioso que representa a memória e a fé da população monlevadense.

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