Prêmio Louis Ensch Em Nome da Memória – 2° Lugar

Em segundo lugar, o poema Monlevadiço, de José Mendes, traz com lirismo a memória da construção da cidade, por tantos imigrantes da região, do Brasil e do mundo, reforçando a essência do que é ser e pertencer a Monlevade:

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José Mendes

MONLEVADIÇO

Os homens que vieram monlevadear
podem ter chegado de vistas belas, de eras novas,
de rios com e sem-peixe.
​Os homens que vieram monlevadear
têm fé em São Domingos, em São Gonçalo
e em São José Operário,
o que opera milagres em seu templo erguido em “V”,
o que vigia a vila valente e a vereda viçosa,
o que vela a viela siderúrgica e venturosa,
o que vislumbra o vigor, a vontade e a vitória.

Se a forja é belga ou catalã, é mineiro o minério,
é mineiro o ferro que alimenta o forno,
é mineiro o aço que lhe dá trabalho,
é solar o lar do forasteiro de Guéret
Os homens que vieram monlevadear
têm no braço o rastro do labor-cansaço.
Todavia o riso, todavia o fato:
a quem dão abrigo, são de fino trato.

Há homens que vieram monlevadear
e pousaram seu casario na avenida Aeroporto,
a elegância sóbria entre os flamboyants.
​Nas terras de antigos e céleres carneirinhos,
fez-se da praça e do mercado um ponto…
de lotação, do lotação e de encontro.
​E de encontros se faz um povo,
se faz o laço e o alvoroço.
​E entre eles, eis-me aqui,
monlevadense, monlevadenso,
monlevadiço com muito gosto.

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