Sexta-feira 06 de Março de 2026

Superação em cena: história de moradora de Nova Era vira curta-metragem

A administradora e jornalista Poliana Guerra, de 49 anos, moradora de Nova Era (MG), está transformando uma das experiências mais marcantes e dramáticas de sua vida em cinema. Seu projeto, intitulado “Eu Sou é Eu Mesma”, foi selecionado pelo Curta Vitória a Minas IV e narra o processo de reconstrução pessoal, emocional e física após ela sobreviver a um grave acidente de carro. A obra resgata lembranças fragmentadas e reconstrói, em imagens e sons, a luta pela retomada da própria identidade.

Poliana é uma das sete pessoas escolhidas pelo projeto que, nesta edição, oferece uma imersão no universo audiovisual. As oficinas começaram no dia 23 de novembro e termianram no dia 7 de dezembro, na sede do Instituto Marlin Azul, em Vitória (ES). Durante o curso, os participantes aprendem com profissionais do cinema e da televisão noções de roteiro, direção, fotografia, produção, som, direção de arte, montagem, finalização, mobilização comunitária e direitos autorais.

Conforme os organziadores, as atividades acontecem durante todo o dia, combinando aulas expositivas, exercícios práticos, vivências em ambiente de filmagem e dinâmicas que estimulam o olhar sensível e a escuta. A proposta é preparar moradores das cidades que margeiam a Estrada de Ferro Vitória a Minas para transformar suas histórias reais em curtas-metragens.

A rotina intensa e as múltiplas exigências mexeram profundamente com Poliana, que descreve o impacto da experiência. “Na semana antes de chegar aqui, eu tive ansiedade, muita coisa passando na cabeça. Tive medo de não dar conta de corresponder às minhas próprias expectativas. Mas a forma como tudo é conduzido, com trocas e acolhimento, está me nutrindo. Hoje eu acredito que sou capaz de entregar uma coisa legal”, relata.

Após a imersão, Poliana e os demais autores retornam às suas cidades para iniciar a etapa de pré-produção: escolher locações, envolver a comunidade, preparar figurinos, buscar objetos de cena e organizar personagens. Durante as filmagens, profissionais das áreas de fotografia, som e produção se somam às equipes locais. Depois, cada autor acompanha a montagem e a finalização de seu filme. Terminado o processo, os curtas serão exibidos em sessões gratuitas, em telonas montadas em ruas e praças das cidades participantes, aproximando o público da experiência cinematográfica.

Nova Era e Monlevade

Esta é a quarta vez que histórias de Nova Era são selecionadas pelo Curta Vitória a Minas. Em edições anteriores, viraram filmes os relatos “A Carta”, de Márcio Firmo; “Bicicleta Envenenada”, de Luciene Crepalde; e “Revelações de Carnaval”, de Sandra Maura Coelho. Além de Nova Era, por duas ocasiões João Monlevade foi contemplada. Neste ano, a produtora cultural Miriam Mercedes Firmo teve a história “Pedro Além do Alcântara” selecionada pelo Curta Vitória a Minas IV para ser transformada em filme. A história celebra a memória e a história do maestro Pedro Alcântara, saudoso fundador do coral, falecido em 2020. A outra foi em 2023, com o filme “Me Disseram que Sou Negra”, de Alexsandra Mara Felipe Fernandes.

O Curta Vitória a Minas é patrocinado pelo Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e realizado pelo Instituto Marlin Azul e Ministério da Cultura. Criado para valorizar as memórias, hábitos e peculiaridades das localidades ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas, o projeto já transformou 35 histórias reais em filmes desde 2014. Os filmes das edições anteriores podem ser assistidos no site oficial http://: curtavitoriaaminas.com.br.

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