O encontro entre gerações, memórias e afetos marcou a tarde da última quarta-feira (27) em João Monlevade. Promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e do Cras Dona Preta, com apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI), o Encontro Intergeracional reuniu famílias acompanhadas pelo Paif, grupos de convivência e participantes de atividades comunitárias em uma celebração da escuta, da ancestralidade e da troca de saberes.
Realizado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, o encontro transformou o espaço em um ambiente de partilha de histórias, experiências e lembranças. Entre poesias, cantigas, exposições e rodas de conversa, crianças, jovens, adultos e idosos dividiram vivências e fortaleceram laços comunitários por meio da convivência.
A abertura contou com a poesia do senhor José Fátima, que emocionou o público ao trazer palavras carregadas de sensibilidade e memória. Outro momento marcante foi a participação da artesã Eliziária Livia, integrante do grupo do Paif no Cras Dona Preta, que apresentou trabalhos em papel machê e destacou a arte como instrumento de acolhimento e transformação. “A arte nos salva”, afirmou.

As memórias da cidade também ganharam espaço na exposição da artista plástica Laura Divina, que apresentou obras inspiradas em João Monlevade, incluindo um quadro que retrata o bairro Sion. Já a mostra de objetos antigos despertou recordações afetivas e conversas sobre o passado, permitindo que diferentes gerações compartilhassem histórias e reconhecessem elementos da identidade cultural local.
A liderança comunitária Doralice Sotero, integrante da Pastoral Afro, levou reflexões sobre ancestralidade, pertencimento e resistência, reforçando a importância de preservar as raízes e valorizar a memória coletiva. Representando o CMDPI e a Associação das Lavadeiras, Cleusa Gomes conduziu momentos de convivência com músicas, cantigas e danças tradicionais, resgatando práticas culturais que atravessam gerações.
Conforme aO encontro foi encerrado com mensagens deixadas pelos participantes e um lanche compartilhado, reafirmando a importância da convivência comunitária como espaço de afeto, aprendizado e preservação da memória viva de João Monlevade.





