Bela Vista de Minas é a primeira da região que passou a integrar o grupo de municípios mineiros contemplados com o Parque Girassol, iniciativa do Governo de Minas que implanta espaços públicos inclusivos e gratuitos voltados ao desenvolvimento de crianças com deficiência, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A unidade foi inaugurada no último dia 12 de maio e faz parte da expansão do projeto, que prevê a entrega de 16 novos parques em diferentes regiões do estado até junho de 2026.
O projeto é coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais e o Instituto AMA. O investimento total é de R$ 3,2 milhões, com cada unidade avaliada em cerca de R$ 200 mil e estrutura aproximada de 70 metros quadrados.
Durante a inauguração, a prefeita Samantha discursou e destacou o significado social e humano do novo espaço para o município. “Inaugurar o Parque Girassol é dizer, em alto e bom som, que inclusão não pode ser apenas uma palavra bonita em discursos. Inclusão precisa ser presença, respeito, acolhimento e oportunidade. E é exatamente isso que este espaço representa”, afirmou.
A prefeita ressaltou ainda que o parque representa um marco regional no acolhimento às famílias atípicas. “O primeiro parque multissensorial gratuito para crianças autistas do Médio Piracicaba nasce aqui, em nossa cidade, com o propósito de transformar vidas, proporcionar experiências, estimular sentidos e, acima de tudo, garantir que cada criança seja vista em sua singularidade, com amor, dignidade e pertencimento”, disse Samantha.
Segundo ela, o nome do projeto também carrega um simbolismo importante. “O Girassol carrega um símbolo muito forte. Assim como a flor busca a luz, nós também escolhemos caminhar em direção a uma cidade mais humana, mais sensível e mais preparada para cuidar das pessoas”, declarou Samantha.
A prefeita também comemorou o fato de Bela Vista de Minas se tornar referência regional em políticas públicas inclusivas. “Tenho muito orgulho de ver Bela Vista de Minas sendo referência em inclusão, empatia e cuidado. Isso mostra que, mesmo sendo uma cidade do interior, podemos liderar grandes transformações quando colocamos o coração na gestão pública”, destacou.
Samantha agradeceu às instituições e pessoas envolvidas na implantação do projeto. “Meu agradecimento ao Instituto AMA, à Codemge, à Sedese, à vereadora Aline Braga e a todos que acreditaram nesse sonho junto conosco. Como eu sempre digo: ninguém faz nada sozinho”, concluiu.
Com cerca de 10 mil habitantes, Bela Vista de Minas dá um passo importante na ampliação do acesso a recursos especializados para famílias atípicas, reforçando o papel das políticas públicas no acolhimento, na inclusão e no cuidado com a infância.

Espaço une inclusão, terapia e convivência
O Parque Girassol funciona como uma extensão ao ar livre das salas multissensoriais, ambientes desenvolvidos para estimular crianças neurodivergentes por meio de experiências com cores, sons, texturas e movimentos. A proposta, considerada inédita no Brasil quando o projeto piloto foi inaugurado em Belo Horizonte, em dezembro de 2025, combina ludicidade, acessibilidade e interação social em um espaço aberto à comunidade.
Entre os equipamentos disponíveis estão painéis interativos, rotas de equilíbrio, plataformas de movimento e brinquedos sensoriais. O parque também possui recursos de acessibilidade digital, como QR Codes com conteúdos em Libras, audiodescrição e legendas, permitindo acesso ampliado para crianças com deficiências visuais e auditivas.
A terapeuta ocupacional Bárbara Moura explicou a proposta da iniciativa. “O Parque Girassol é a ponte entre o ambiente clínico e o espaço público, onde as adversidades ganham acolhimento, respeito e bem-estar”, afirmou.
Inclusão além dos muros
Um dos principais pilares do programa é o conceito de “portas abertas”. Embora implantado em parceria com unidades da Apae, o espaço é destinado a todas as crianças da comunidade, promovendo a convivência entre crianças típicas e atípicas desde a infância.
O projeto foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar formada por terapeutas ocupacionais, arquitetos, engenheiros, especialistas em acessibilidade e pais de crianças autistas, garantindo que o espaço atendesse às necessidades reais das famílias.





