Projeto Acordes leva educação musical a crianças e adolescentes e transforma salas de aula em espaços de aprendizado, convivência e criação.
Há crianças que descobrem a música ouvindo. Outras, a partir de projetos e ações que as aproximam desse universo musical. No Projeto Acordes, desenvolvido em João Monlevade, na Escola Municipal Israel Pinheiro (EMIP), algumas têm a oportunidade de fazer as duas coisas e, principalmente, de transformar o contato com a música em uma experiência de formação.
Mantido pela Fundação ArcelorMittal, em parceria com o poder público e empreendedores culturais, o projeto oferece aulas gratuitas de música erudita para crianças e adolescentes. Em 2025, quando a iniciativa completou 15 anos, foram 175 jovens atendidos no Médio Piracicaba: 100 em João Monlevade e cerca de 75 em Bela Vista de Minas.
O aprendizado envolve instrumentos como flauta, violino e violoncelo, além de leitura musical e prática em conjunto. Mais do que ensinar uma técnica, a proposta é ampliar o repertório cultural dos estudantes e desenvolver competências que acompanham o aluno para além da sala de aula.
Do aprendizado ao palco
A experiência não termina nas aulas. Os estudantes também têm a oportunidade de se apresentar e vivenciar o palco. Foi assim que surgiu a Camerata Acordes, formada por alunos e professores.
O grupo criou seu mais recente espetáculo, “Acordes do Sertão”, que conta com a participação do violeiro Dan Nunes, de São Domingos do Prata, aproximando a formação musical erudita desenvolvida pelo projeto da sonoridade da viola e da tradição da música brasileira. A presença do músico pratiano acrescentou ao espetáculo uma dimensão regional, mostrando que diferentes universos musicais podem dialogar no mesmo palco.
Cultura que permanece
A experiência do Acordes também ajuda a explicar por que investimentos culturais podem produzir efeitos que vão além de uma apresentação ou de uma temporada. Há estudantes que descobrem uma vocação e seguem na música profissional. Outros levam para a vida a disciplina adquirida nos ensaios, a capacidade de ouvir o outro e a segurança para se apresentar diante de uma plateia.
No Médio Piracicaba, a iniciativa se soma a outras ações culturais apoiadas pela Fundação. Em 2025, a instituição investiu R$2,6 milhões em 22 projetos sociais, culturais e esportivos na região, alcançando cerca de 20 mil pessoas.



